Foto de Renata Baracho
Vê só como agora que eu tirei os óculos você parece tão mais bonito?
Os seus olhos parecem meio perdidos e eu quis pegar em você
Mas em qual lugar você realmente está?
Eu fiquei ali, com a minha mão estendida, pro nada.
O cara do filme virou pra mim e disse: Você dormiu com ele?
Eu apenas fiquei imaginando...e se fosse verdade?
Se eu realmente lembrasse de todas essas datas
08,22,03,07,16...
Eu quero dizer que eu sou assim como você.
Como um ratinho pelado, cheio de ar.
Eu tenho vontades, desejos.
Um dia, vou te mostrar.
Amanhã é dia 8, são 23 dias para o fim do mês.
Faz muito tempo, eu não quero nem ver.
É apenas sobre mim, meu amor.
Meu livro, minhas águas e meus sons.
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Outra vez
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Lívia Vasconcelos
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Terça-feira, Julho 07, 2009
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Jump in
Foto de: poly annenbergAntes disso, olha aqui.
Viu que tem uma lagoa dentro desses olhos?
Saiba que eles são para você nadar.
Eu tenho a mais séria das instruções quando eu digo: 'pule com raiva neles'.
À noite, o sol queima por aqui.
Arde, mas queimar é preciso.
Fique bem sujo, venha se limpar aqui.
Olha, você nunca vê o que está bem na frente do seu nariz.
Você nem gasta a compreensão.
Sabe de uma coisa? Eu já acertei tudo para você.
Olha aqui...
Só veja, você vai gostar, não desvie.
Algo me diz que viver é bem mais que esquecer.
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Lívia Vasconcelos
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Quinta-feira, Julho 02, 2009
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Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Enquanto isso
Ela já não me guiava pelas tuas pernas e aquelas costas eu já amaciara.
São tantas ruas abissais, eu não ousaria mergulhá-las.
Nem em tua cara lisa, nem no teu peito peludo. Vem e eu te faço uma trança.
Fingindo ser doloroso, eu esperava que chovesse.
Em mim, em você, por uns 2, 3, 4, 5 minutos.
São pretas e brancas as nossas listras.
São pesadas as nossas pedras, esses nossos ombros.
É o que temos de nosso.
Serpentinas e saias, pelando seu corpo.
Você lambe cada passo, pesa cada acento.
Não adianta, eu não aprendo...eu bem que tento.
Eu até juro, perjuro e, então, realizo.
É tanta falta do que eu... esqueço, você sabe.
Vem cá, me desenha as bordas, me deixa te amar.
Eu gosto do seu traço. Só dessa vez.
Me exagera.
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Lívia Vasconcelos
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Terça-feira, Junho 30, 2009
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
A língua, a saliva, os dentes
Foto de Luiza Padilha - http://www.flickr.com/photos/luly_fun/
- Eu não lembro o nosso último beijo.
-[...]
-[...]
- Últimos beijos não se avisam, não se pedem, são apenas beijos que de alguma forma, significam tanto e tão pouco. O seu cabelo não parecia ter destino, evitando alguma visão certa
à frente,pelo menos era o que parecia. Depois de ajeitá-lo incontáveis vezes, você desistiu. Fez aquela velha cara de abuso completamente linda e aceitou o que ele trouxesse. Aquele vento nunca nos perdoava. A sua blusa era azul e combinava com seus sapatos. O anel rodopiava entre seus dedos, mania. Você cheirava tão bem. Por esses dias, andando na praia, senti aquele aroma. Olhei ao redor, talvez você estivesse pensando em mim. As pessoas alimentam essas teorias de que se você olha no relógio e os números são iguais, alguém pensa em você naquele exato momento, coisa e tal. Talvez, você pensasse em mim e eu em você nos mesmo momentos. Talvez não. O seu pescoço guardava uma mordida da noite anterior, eu era guloso. Esperei você dormir e fotografei você na minha mente. Eu não sei, pra todas as coisas na minha vida, eu sempre tive sensações. Não digo que eu sabia que aquele seria o último. Eu lhe digo que o meu sentir vai além...
-Sabe de uma coisa...você beija com olhos, isso eu nunca vi.
-Eu sei que não.
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Lívia Vasconcelos
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Quinta-feira, Junho 25, 2009
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
Por todo o whisky que eu tomei
De May Leao - http://www.flickr.com/photos/mayleao/
*Texto inspirado na música do vanguart: the last time i saw you.
o texto não é inspirado também em nenhum ex namorado meu, antes que alguém ache isso.
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Quarta-feira, Junho 17, 2009
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Ninguém morre de amor...
O título do texto foi o que minha mãe me disse no fim do meu primeiro namoro e a vida tratou de me ensinar a duras penas. Antes morresse. Dor de amor chega a ser física. Um amigo disse que a dor é psicológica e nós a colocamos onde queremos, e nesses momentos, nós queremos que doa no peito, até o que nos entala sair. Eis que não é tão fácil assim. Ela pode até ensaiar sair, mas a princípio, ela faz você se arrepender, nem que seja por algum tempo. Talvez seja um castigo por achar que pode tudo ao amar. Deve ser um castigo.
Ouvindo a conversa de algumas amigas no dia do fim do meu último namoro, uma delas falou algo que me fez pensar bastante. Ela disse que tinha grande carinho pelo ex e ele por ela e que ao acabarem, eles ainda se amavam, mas apenas não se queriam mais. Eu acho essa minha amiga tão forte e apesar dela não ser propriamente minha amiga íntima, é alguém por quem eu tenho carinho. Ela me faz ter vergonha de falar mal do amor. Só quem sabe dizer adeus ao bendito, mesmo que seja difícil, na hora certa, e está aberto a dizer um "Olá" quando ele resolve voltar, entende o que é isso de verdade, sente e percebe o que é amar. A verdade, por mais piegas e tediosa que seja, é que nós aprendemos com tudo. Eu, rumo aos meus vinte anos, carrego dois ex namoros na minha memória afetiva.
Da primeira vez, eu achei que fosse morrer, com toda certeza. Inclusive, parecia que eu iria morrer, por isso a frase da minha mãe. Eu me esgoelei na madrugada, perturbei amigos, estourei a conta de telefone, tudo em busca de conforto. Tudo porque eu não sabia dizer adeus ao amor. Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece e eu tenho vários motivos pra nunca esquecer o meu. Ele foi meu céu e meu inferno. Me fez amar e me sentir amada. Me deu o primeiro prazer de palavras lindas e todas as outras coisas lindas que o sentimento traz. Tudo bem que depois me deu bastante dor de cabeça, me ensinou a não abrir a boca para quem diz ser seu amigo e me ajudou a entender que num ex namoro, menos é mais. Um ano depois de muitos acontecimentos e desentendimentos nunca resolvidos, esse relacionamento veio me mostrar que tudo passa, de verdade, e um dia, a gente quer, com mais verdade ainda, que pare de doer. Eu, amargurada, achando que a partir daí, seria dona do meu coração, caí novamente nessa conversa de amor. Eu me apaixonei de novo e, de certa forma, pude ver que há recomeço em tudo. No meu segundo namoro, eu aprendi que eu não posso nunca ter medo de ficar só. Aprendi que namoro é paciência, mas é tão bom olhar pro outro com carinho, sem que ele esteja olhando, apenas para contemplar. Aprendi que amor é só uma palavra, e mesmo que ela nunca tenha sido falada, não quer dizer que ela não tenha sido sentida. Esse é o importante, certo? sentir as coisas. A prendi que é preciso reconhecer o fim, que tudo resume-se ao gostar e a sua insustentável leveza foi demais pra mim. Aprendi que eu estou pronta para um amor lindo e já nem me importo que ele venha a terminar. Aprendi que tudo o que eu faço é na vontade de ter um amor de verdade, pois é, daqueles recíprocos. Pra ser bem sincera, com esse segundo, ainda estou aprendendo.
Sabe, foram namoros curtos, e por algum tempo, vão me fazer querer ficar só, pela problemática vir-a-ser, mas eu espero que eu não consiga. Semana passada, li numa coluna uma citação de Neruda: "Para que nada nos separe, que nada nos una" Ahhh...mas o melhor de tudo é ficar unidinho, mesmo que acabe, mesmo que mude.
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Quarta-feira, Maio 20, 2009
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
A espuma.
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Segunda-feira, 30 de Março de 2009
Diga uma cor...
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Domingo, 22 de Março de 2009
Morte e vida, severina...
Eu já tentei dormir em momentos de muita angústia, quando essa roupa nao sai e o coração teima em avisar que estás mais vivo do que gostaria; ele te sobe pela garganta e você segura, ainda nao é hora. Será que morrer é assim? Pra que colocar a mão no peito para sentir, dá pra escutar o tuntun-tuntun daqui, mas como eu disse, é estar vivo demais para se dormir. Tentar contar para deixar de pensar é uma tentativa, mas esse conjunto coração-cabeça te domina. Acho que quando eu morrer, nao vai passar filme nenhum na minha cabeça, isso é conversa de gente viva. Pra mim, morrer, é escutar fake plastic trees eternamente, porque morrer nao é feliz, mas é também descansar e eu me desligo em cada frase. você sabe...eu me acho pequena, e essa é uma morte grande.
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Domingo, 15 de Março de 2009
Interlúdio.
Dizem que amor dura certo tempo, coisa e tal. Dizem que amor muda uma vida. Eu nao sei...eu tenho mania de dizer, se as coisas acabam, que elas nao foram verdadeiras e eu preciso parar com isso. Eu preciso aceitar melhor os fins, nao só nos textos. Eu sinto saudade das coisas, mas eu nunca sei o momento exato em que elas deixaram de ser. O momento exato em que a minha vida mudou. Ela já mudou tanto e eu sou tão jovem, mas em inglês, essas palavras soam mais bonitas. Eu queria ser mais segura e aceitar o que for para ser aceito nos momentos certos e viver normalmente. Eu gostaria de uma perfeita simetria. Sabe que as conveniências sempre me assustaram e mesmo que eu minta para mim, eu sempre reconheço essa verdade. Eu só queria poder dizer, nessas linhas, esse meu sentimento que dias como esse causam em mim. Eu esqueço e lembro...esqueço e lembro...esqueço...lembro. Se apenas você soubesse...
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
Os outros.
- Baby, fecha a cortina. Eu cansei deles.
-Eu fecho.
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
Agora vem...
foto: http://www.flickr.com/liviavasconcelos/
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
Me and You are we
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Domingo, 14 de Dezembro de 2008
Cartas a você

Maceió, 14 de Dezembro de 2008
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Marcadores: cartas
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
meu.
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
Isso é uma música
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Domingo, 19 de Outubro de 2008
. A mesma palavra .
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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
O outono é aqui .
Lado a lado, o ar sujo da cidade percorreu o interior dos dois corpos distintos. E se libertou.
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
FrenéticaS
foto por mim : http://flickr.com/liviavasconcelos
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
. Amar, verbo intransitivo .
Eu não me refiro apenas à "homem e mulher", refiro-me a todos os tipos. Até mesmo do relacionamento que temos com nós mesmos. Já se pegou com aquelas dores que ninguém vai entender a não ser você naquele exato momento? Elas sempre voltam, eu sei, ou melhor, você sabe. O que eu digo é que esses momentos são impossíveis de se descrever e só eu sei as esquinas que atravessei, já diz a música.
O que eu venho tentando falar é de todas essas coisas que chegam sem pedir licença, nos arrasam tudo por dentro e nos tiram o sono; eu me pergunto se tem como evitar que elas entrem, mas a resposta que vem à minha cabeça é que as coisas simplesmente são assim. Talvez se eu lembrasse dos meus sonhos durante a "noite"; talvez eu soubesse o que me aflige hoje; talvez eu não queira dizer nem em voz alta, muito menos em comic sans negrito, e nem mesmo sentir.
O que sobra desse liquidificador de mim geralmente são coisas ruins e eu continuo com aquela abominável mania de não conseguir olhar nos olhos dos outros; mas eu respiro, os radicais livres rasgam uma nova ruga de 1 segundo a mais de vida bem no meio da testa e eu repito, na voz alta do meu pensamento, com a esperança que ninguém ouça:
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Lívia Vasconcelos
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Quinta-feira, Setembro 11, 2008
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