quarta-feira, 5 de setembro de 2007

.Eu sei o que você fez noite passada.




Ela acordou e olhou ao seu redor com certo espanto! Tentava reconhecer o lugar... Parecia-lhe familiar, então ela esfregou os olhos e tentou fazer tudo parar de girar! Talvez seja essa a familiaridade [Pensou ela com certo deboche!] – “Mas o que é isso?! Isso lá é hora pra ironia?” falou agora em alto e bom som, como se estivesse reprimindo outra pessoa.
Perto da cama tinha uma bandeja com o café da manha mais lindo que ela já tinha visto![Eu odeio café da manhã, mas esse eu vou ter que comer!]. Morangos, torradas, patês, suco de laranja, bolos... -“Definitivamente, essa não é a minha casa! E se eu puder escolher eu vou ficar por aqui mesmo!”.
Ela estava tão distraída com a nova cena que desistiu de tentar lembrar como ela chegou até aquele lugar, ela não lembraria mesmo! –”Sei lá, vai ver eu fui abduzida por seres mais evoluídos! Com esse tratamento, só pode mesmo!”. As paredes eram de uma cor púrpura e abrigavam quadros que ela desejou ter pintado. Ela sempre quis ter uma habilidade! Saber fazer pelo menos uma coisa muito bem.
Olhou os retratos e eles denunciavam demasiada felicidade... Quem exporia as brigas, as tristezas? Ninguém quer esses momentos atirados na retina em plena manhã! O problema seria apagá-los junto com a inexistência dessas fotos... O problema é que algumas pessoas só lembram desses momentos.
Ela mergulhou numa mágoa que a conduziu até a noite passada e isso a fez lembrar do que quis esquecer! A porta fez um barulho e uma mão apareceu na maçaneta dourada! Seu coração parecia pulsar na laringe e a fresta era suficientemente grande para revelar o tal segredo...
Um homem alto e de cabelos negros olhou-a com um sorriso de canto e parecia que ele tinha muitas respostas! Ele apertou os olhos num sorriso sedutor e falou:
-”Você vem sempre aqui”?
Ela riu e respondeu:
-“Só quando eu me perco!”.



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