segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

.A falta que a falta faZ.



Muita coisa incomodava.Mais ainda que o suportável. Aquele calor e a gota passageira sambando pelo corpo.Banho? Deixa ele pra mais tarde. Ela secaria.
Caminhando os olhos por si ela percebia suas diferenças. Nada de anormal quando se perde um pouco o controle de si.

Quando o corpo volta a ser só seu e o coração é de mais ninguém. Total egoísmo. Ela não se jogaria mais. Ela sabia mentir e essa era apenas mais uma delas. Eram dias de busca por algo que nem existia. Eram dias perdidos até que ela fosse encontrada talvez por si. Cada sentimento prevalecendo em si, cada monumento desenhado eram guardados por ali, em algum lugar.
Ela teve pena dos putos porque de alguma forma ela sabia que eles seriam sempre tristes.Mesmo que parecessem alegres. Eram assim, tristes, porque queriam e de certo, achavam um charme na dor. Não se arranca de alguém o que ele não quer. Alimenta-se o bicho sempre por querer. Ela sabia que acabaria esquecendo que ele tinha fome, estava perto disso. Estava.
Na vitrola, é melhor ser alegre que ser triste e uma vontade imensa de crer na dor. Mais tarde,cada gota de água englobava a mágoa corrente de um ciclo recente.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

.Você.

Quando você esteve aqui e fez o que você veio fazer eu não esperava de forma alguma. Por essa razão eu agi da forma que agi, sem palavras. Quando você falou aquilo eu não conseguia pensar em nada a não ser que você terminasse logo o que tinha de fazer e fosse embora. Ao chegar ao portão, você pediu desculpa por tudo. Desculpa por eu te amar. toda a intimidade que existia se esvaiu de nós e você já me parecia um estranho. Talvez ela tenha ido completamente junto com as minhas lágrimas ao desmoronar assim que rodei a chave. Não quis fazê-lo na sua frente para que não pensasse nada ou achasse que quisesse manipular a situação. Errei muito sim em me jogar assim sem pensar. Muitos dirão que se tivesse dado certo não o pensaria e até aconselharia. Pois bem, talvez o amor não valha a pena. Mais uma aberração que eu espero que seja perdoada, bloggueiros. Não falo por mal, falo por desamor. Esse blog nunca foi em primeira pessoa e nunca serviu de desabafos,mas agora às 4:22 da manha sem conseguir dormir e de olhos entre abertos de inchaço, eu falo. Meu coração sangra e não há ninguém mais a quem possa perturbar. Já incomodei milhares de amigos com minhas lamúrias e agora estou eu e o galo. Companhia quase matinal. Já te escrevi depoimentos quase desaforados. O que há para fazer? Você não me ama mais. É o fim. Se eu tivesse sido mais legal. Se eu tivesse sido mais compreensiva. Se eu não te cobrasse tanto. Se eu fosse mais assim como você quer. Toda essa seologia não me habita mais. Foi-se embora lá pelas 3 da manha. Agora eu fico só com a angústia e perda. Não é como perder um braço ou uma perna [Não que tenha perdido tais membros]. É como perder algo que nunca foi seu. Isso é o que dói mais. Eu não te amo mais. Não foram essas as palavras que você usou,mas eu sei que não. Nada mais doloroso do que o: "Alguém vai ter dar o que você merece".
Me lembre de nunca falar isso para alguém. São facas com veneno. Diga que não me ama. Diga que não liga mais pra mim. Diga que eu até beijo mal. E que você pensava em outra enquanto estava comigo. Mas não me trate como se eu fosse a branca de neve. Isso machuca mais. Nesse bosque o cavalo do meu príncipe ainda fala inglês e até o tradutor chegar eu vou esquecer você de uma vez por todas. Esse é o meu ponto final(.)

>Peço perdão para quem lê e isso não mais se repetirá!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

.A verdade mentE.

Terceira vez só aquele dia, ela contou! A textura seca e colante escorria seu rosto e molhava seu coração. Foi alguma coisa que ele disse? Não, foi alguma coisa que ele não disse. Ela se arrependeria por pensar assim, ela sabia. Mas era estranho que por mais que ela soubesse que não deveria fazer aquilo e que por fim estragaria tudo, ela o fazia. Não por querer, mas por ser assim. Então ela começou a se culpar...Por ser tão criança,por ser tão como ela era.Quis então ser completamene diferente e jurou que nunca mais faria as coisas que fazia.Ma ela sabia que não conseguiria...talvez ela simplesmente não quisesse.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

.EspelhoS.



De todos os ruídos, seus passos assustavam mais. O seu desengano pairava no ar e ela ainda cintilava a fotografia. Fitava cada traço e cada vão disposto. O sorriso era lindo, como era de se esperar e ela achou que foi tudo perfeito numa época distante e que nada melhor que um retrato pra fazer esquecer de tudo ruim.

Da porta, pássaros e sinos anunciavam que o coração cavalgava atento.Alguma coisa dizia que aquele cheiro voltara.Os cabelos cerrados, dentes brancos e olhar penetrante.Lá estava ele caminhando passos tétricos a falar com alguém.

Disposto e atlético, ainda era bonito! Pensava que agora a mentira que contara para si todos aqueles dias se desmanchava pouco a pouco.De onde vinha aquela música?-De dentro dela- Já imaginava diálogos e ela sendo superior em todo eles.Talvez ele diria que foi um engano e que a amava acima de tudo! Talvez ele estivesse incluso nesse todo.

Que engano! Ela sabia disso,mas queria acreditar que era o certo! Lembrou de quando ele acordava de manhã e de como ela estava sempre errada!Mas lembrou que ele acertava tudo depois.Ele era a borracha.Ela o lápis.

Olhou para seu copo e quis se afogar nele.O que tinha lá dentro?Se ao menos fosse veneno,ou algo que a curasse desse fim.Não iria mais olhar e seria forte!Contava os segundos e quando chegou ao minuto, levantou a cabeça e olhou para cada centímetro do que nunca fora seu.Do que o desejo destruiu e do que alimentava cada segundo de luz e escuridão.Todo aquele descabelo desconcertante e instantâneo que só acontecia quando cada poro ilustrava sua pele.Quando aquela voz chamava seu nome e quando ela sabia o que estava por vir
-Quanto tempo!
-529
-Como?
-O tempo que você se refere! Dias...
-Você continua a mesma!
-E você mudou desde a última vez, eu lembrava de alguém parecido!
-Muita coisa aconteceu...
-Eu sei, ou pelo menos passei por elas!
-Lembrei de você ontem...
-529
-O que foi agora?
-Os meus dias,ou seriam seus?
Ele se perguntava, ela se perguntava.
Não,eles não dariam certo.Ela arrancou as vírgulas e cuspiu a gramática.Agora, um ponto final.