terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

. Do latim venēnuM .

"O dia amanhece mais cedo que nunca..."
Era claro que de certa forma, ele amanheceria e os olhos continuariam ali.Pregados à face, ele corrigia cada gesto. Quando se tem a vontade de fazer o que não pode. Quando quem não pode é você e o mundo não gira em torno disso. Pior quando você sabe!
Perto de algum coração, a lâmina duvidosa ainda cortava.Acredite,era venenoso! Alguns efeitos colaterais de batimentos acelerados argumentavam com certa parte do cérebro. Tomava-se partido então! É como explicar o que não tem explicação.Seria como definir algo indefinível. A cabeça tomava rumos que ela não entendia e cada vez mais o pescoço pulsava, a testa encurtava, a tv saia por um ouvido. A incontestável alegria do permanecer. A vertigem do saber.
Ela já pensava com a veia que tecia por dentro alguma certeza. Era novo e era lindo. Algo que nasce de si quando menos espera e derruba o seu mês. O veneno e o antídoto.Parecia nome de conto...parecia uma fábula infantil de tão inocente. Pensou em campos e em cabelos ao vento e quando tudo isso incomodou, olhou-se no espelho e pensou que não era autobiográfico...era a vida falando por si só!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

- Colunista - Do - QuartO -

Boa quarta leitores! Fiquei muito contente de ver os comentários no ultimo post!
Infelizmente não tenho nenhum post fuderoso (não que o ultimo o seja e que os próximos vão ser). Mas simplesmente andei sem cabeça essa semana. Alguém ai já passou uma semana sem cabeça pra coisas? Aéreo, perdido, perdendo o chão, catando cacos, dando com a cabeça na parede (apesar de estar sem ela).
ô textinho metafórico. Mas pois é, andei sem cabeça, com um rio de saudade correndo na veia. A pessoa sem cabeça tenta parar e colocar os pensamentos em ordem, mas a cabeça na metáfora é a razão, sem ela os pensamentos vem vindo assim aleatoriamente, daí BUM! já era. O vento não lembra vento e as coisas não fazem muito sentido.
Engraçado que passei uma semana pensando na coluna e só agora, 30 minutos antes de ir pra faculdade e entregar o texto pra chefa que consegui! Próxima semana um texto sem pressa.


"To fumando o cigarro da saudade
e saudade escrevendo o nome dela."
[Cordel do fogo encantado - Quando o sono não chegar]

Espero que cabeças não rolem na redação depois desse post. =)


Post por: Arthur Gomes, o colunista que vem pras quartas! ;)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

.Do latim, meduS.






Uma palavra e um coração. Um só. Uma só. Um surto. Uma crise. Um sinônimo.


Medo: É um sentimento que é um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente.




Fazia calor, como sempre, e o suor era maior que a preguiça. Duas, três vezes a caixa torácica contraindo o diafragma...e relaxaaando. Um pé atrás do outro. Olhou as unhas das mãos sujas e cortou-as novamente. Uma certa vez pensou na discrepância e em como de certa forma ela move o mundo. Filosofar sozinha era fácil, como quem rouba às custas de uma mão. Alguém havia levado a razão do porque e a personagem perguntava a si qual a reprodução das borboletas. Seriam elas assexuadas?
"Bem possível!", pensou, depois dos pés gelados!

Boca seca e no instante seguinte ela quis ir ao banheiro...Nada a fazer. Era apenas o dejá vù.A estranheza transpirando em cada poro, a insegurança escrita a batom no rosto e o fato de só ter a si mesmo. Quando a ternura não se canta, quando há um poço sem fundo.


-Eu senti que algo poderia acontecer e sempre que isso acontece, há alguma coisa errada, acredite!


-Falando desse jeito, parece que algo vai acontecer.


-É...alguma coisa acontece sempre...Isso,por exemplo, acabou de acontecer!


-Você precisa dormir!


-Eu já não durmo!




Uma dor que a afligia sempre que pensava em anos atrás...Uma vontade que tudo não tivesse passado por ela e que de certa forma os erros tivessem reparado as coisas.Alguma coisa parecida com...medo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

.E por pensar demaiS...





O vento que bate, a brisa que toca.Havia uma diferença. O despertador tocava e ele já não servia de muita coisa.Desligava-o. Percebia o quarto e suas nuances.O dia nascendo lá fora e não havia nenhuma janela dentro.Mas ela sabia o que havia em cada metro quadrado, onde estava cada olhar perdido. Quanta desculpa se desenhava, quanta vontade lhe faltava. Algumas vezes, desejos súbitos a cercavam. Coisas que ela não queria e sabia que não faria, mas sempre imaginava. A "SEologia" voltava e ela já se pegava vivendo cenas que nunca existiriam. Diálogos respondidos por ela mesma. O mundo não era um personagem seu. Isso não poderia ser bom. A sensação era de intervalos, preferia chamar de interlúdios apaixonados. Era como viver em espaços de tempo e aturar o azedume do resto. Quando o travesseiro é uma válvula e você simplesmente não quer.

- Hoje eu tive um sonho!
-Você sonha muito?
-Antes sim, sonhava sempre, mas agora sonho algumas vezes enquanto durmo.
-Guria, você se pergunta muito?
-Não! Basicamente só o que não deveria.
-Então por que o faz?
- Porque eu sofro por querer.
-Eu não entendo! Por que alguém que tem escolha faria justamente a pior para si?
-Eu também sempre me fazia essa pergunta, mas eu só posso te responder é que um dia vc vai saber...


É um mês que viram dois, que viram três, que viram quatro, até você se tornar um amontoado de dias...passados!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

- Colunista - dO - quartO -



Olá pessoas, desculpem a intromissão no Blog, sei que vocês gostam da Lívia mas vim pra isso mesmo, ser um chato, uma fenda, uma mancha e bem no meio da semana, pra movimentar as coisas. =p
Colunista do quarto, canto melhor pra escrever? Um refúgio, quase um bukker, na minha infância era o único lugar que eu estava a salvo dos monstros, ets e equivalentes. Um confessionário, quase um templo, a bagunça sagrada, nosso caos organizado. Um palco pra ninguém, clausura necessária. Onde fica metade de mim, meu violão, meus discos,livros,lugar dos segredos, onde rolam as lágrimas, travesseiro é ombro amigo. Onde escuta-se só o que quer, anda-se do jeito que quiser, lê- se o que quiser.
Colunista do quarto, um quarto é 15 minutos. será que ela queria que eu fosse breve? será que pra primeiro post estou me excedendo? será que vão gostar? Ahhhh.... vou pro meu quarto. té quarta.

Ps: Comentem!! Se não a chefa me demite!








Post por: Arthur Gomes - O colunista que vem pras quartas ;)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

.O interesse amor, é enigmáticO.



-Quando vc arranca uma raiz, a terra fica toda errada,destroçada, ela fica diferente.Não como era!Eu diria que ela nunca mais seria a mesma.De verdade!

-A terra?

-A terra e ela.




Cansou de arrumar o jardim. Sempre que se distraia, vinha alguém e ela era tão boba.Sempre deixava que mesmo sem saber manipular, mesmo sem o manual, se intrometessem.Sempre estava lá o resultado:Terra modificada.

Suava frio por dentro e cada momento eternizado de dor atormentava o futuro.A palpitação de seu osso cobria a vergonha e o medo.Medo do olho!


-Quando eles se encontram, falam demais.Mostram demais...uns atrevidos esses olhares incertos!

-Os olhos?

-O que há por trás deles...


Ela ficaria feliz. Na verdade muita coisa se desenhava pelos corredores e o quarto ainda falava alto demais.A cama chamava e ela ainda se trancava dentro de setembro. Era fevereiro.O mês havia acabado. Ela sabia!Uma letra na tela... falava o que também já sabia. Falava o que ela esquecia. Tudo passava e ela ainda esquecia de esquecer. Era um jogo de palavras, era paciência. Ela repetiu: Nada fora do script. Tudo já estava escrito!
Quando já não se alimenta da alma e já não mata a sede da boca, algo transformava desejo e fé em razão. Alguma coisa estapeava sua face contra a parede numa tentativa talvez inesperada de fazê-la sentir, enfim, uma certa paz no não te quero mais.