domingo, 27 de julho de 2008

Idiotas!

Sabe?...egoísmo, mas era assim, com as pessoas erradas. Como num bar que vc recebe a cerveja errada. Mas a diferença é que pra trocar é bem mais difícil. Saber se a música é boa ou não, o livro é bom ou não, a pessoa é boa ou ruim. Se importar com coisas que para você não são para os outros. O que acontece é que num mundo grande, o egoísmo é visto muito errado. É uma coisa ruim. Ela sabia, não? Egoísta...sabia ela desde sempre o que significava aquilo. Ensinam-te a ter culpa. É feio. Oras, eu sou caridosa, eu tenho mesmo é compaixão. Comigo. Uuuufa...mais um que vai pro lixo sem nem ter terminado de ler o rótulo da embalagem. Não se trata apenas disso. Trata-se apenas de querer viver num mundo simples, onde todos se importam com os outros, mas acima de tudo, consigo. E nessa merdinha de mundo, um dia, você se depara com alguém que entende egoísmo erroneamente. Uiii, cuidado. Eles são os piores dos idiotas. Seja egoísta com as pessoas certas. Não te digo para avaliar quem é contigo. Não falo de valores. Digo-te apenas: Ama-te primeiro, queira o de melhor pra você. Eles são egoístas de outro jeito. Eles são...

Próximo!


[Desabafo...eu escrevi isso bêbada...deve-se então ao fato da minha liberdade de palavras. Fome...tchau!]

sábado, 26 de julho de 2008

Um todo num tudo




No sonho, ele falava e eu lembro de uma boca de se beijar movendo-se, formando vogais, sílabas, palavras, monólogos intermináveis, os quais não me lembro uma palavra. Era como uma ressaca sem dor de cabeça, eu não lembrava de nada. O vento no cabelo, a boca rosada, o sexo pulsante me interessavam mais. Ah, mas se ele soubesse que eu não estava nem um pouco interessada na fome da África, eu sabia que ia direto pro inferno pensando desse jeito, mas eu não me preocupava com nada mais que não fosse o agora, andava até com frio nesse julho, e isso me dizia pra desejar. Era interessante me perder em tanto egoísmo, fazendo cara de paisagem. Mas veja bem, eu dava o que ele queria, ou pelo menos o que ele achava que fosse. No fim de tudo, ele me perguntou o que eu achava...eu respondi: -Eu ando achando só o que me interessa.
Um vento abriu a janela. Que calor esse agosto!



Foto por mim no : http://www.flickr.com/photos/liviavasconcelos/2614739165/
numsei

quarta-feira, 23 de julho de 2008

1+1= 1

Ai que te levanta o cabelo. Assim, centímetros calculados. Uma mão só segurando a penca de cabelos. Cheiro bom. Quentura no pescoço que te desce o corpo e te entorta alma. Entorta, mas não quebra. Ihh, bem que te tentam, mas, mas, mas...deixa pra depois.

boca, distância, medo, coragem, vontade, reta, dentes, saliva, língua, língua, saliva, dentes, reta, vontade, coragem, medo, distância, boca.

Boca, mão, braço, perna, tronco, pés...Beijo. Dois. Um.

Álgebra seria mais fácil, mas não seria tão bom.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sem mais.

Um mantra.
Pela cabeça.
Dia e noite.
Um mantra.

Os pés frios mas a cabeça quente, a lágrima descia queimando, deixando cicatriz. Se quer um lenço? Na verdade ela quer mesmo é saber onde foi que resposta se perdeu e onde a sanidade abandonou o barco. Debaixo das cobertas, num universo paralelo, o mantra comandava a noite. Quando ele se repetia, ela tremia. Não era de frio. Serei breve. Essa noite, eu me deixo.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Então vá se perder...



, OK!

Já passava das 3 da manhã e o drink virou água. Não suportava aquele desperdício. De noite, de álcool, de vida. Cansa viver num jogo, mas ela não sabia caminhar sem olhar para trás. Um sentimento desesperado de que as coisas sempre se resolveriam rondavam aquela cabeça prestes a ser degolada. Um corpo, uma alma vendida e por um preço tão injusto.
O problema acordava e virava pó, logo em seguida a própria acordava, tomava o problema como quem bebe água, comia no almoço...ia levando. Uma paixão segundo os livros que mora quase perto do coração, dessas que esquentam as noites de frio mas que são insuportáveis demais nas noites de calor. É preciso de outros ventos nessas noites. A noite fria sempre volta, o cobertor, quem sabe?, mas aprendia a conviver com isso. Com as pernas de fora, com as praias e com as meias.
E de que adianta, então, ser o cobertor ou o aquecido? Ela parou em frente ao bar. Eram copos suficientes para desligar o celular e desejar parar de pensar. Bonitinho o garçom, mas ele era ele, quando ela era ela. Não bastava. Abanou a cabeça, já no carro, acendeu o farol num rosto agora desconhecido. Ele tinha dias a mais, praticamente outra pessoa. Pensou em perguntar - Quem é você?, mas aquele sorriso de canto no rosto de passado a fez desistir. Fez que não viu o escancaro de vida à sua frente.
Foi embora.
A noite ficava perigosa para copos demais e tantos desejos.


http://www.flickr.com/photos/liviavasconcelos ---> Foto retirada demeu flickr