terça-feira, 1 de julho de 2008

Então vá se perder...



, OK!

Já passava das 3 da manhã e o drink virou água. Não suportava aquele desperdício. De noite, de álcool, de vida. Cansa viver num jogo, mas ela não sabia caminhar sem olhar para trás. Um sentimento desesperado de que as coisas sempre se resolveriam rondavam aquela cabeça prestes a ser degolada. Um corpo, uma alma vendida e por um preço tão injusto.
O problema acordava e virava pó, logo em seguida a própria acordava, tomava o problema como quem bebe água, comia no almoço...ia levando. Uma paixão segundo os livros que mora quase perto do coração, dessas que esquentam as noites de frio mas que são insuportáveis demais nas noites de calor. É preciso de outros ventos nessas noites. A noite fria sempre volta, o cobertor, quem sabe?, mas aprendia a conviver com isso. Com as pernas de fora, com as praias e com as meias.
E de que adianta, então, ser o cobertor ou o aquecido? Ela parou em frente ao bar. Eram copos suficientes para desligar o celular e desejar parar de pensar. Bonitinho o garçom, mas ele era ele, quando ela era ela. Não bastava. Abanou a cabeça, já no carro, acendeu o farol num rosto agora desconhecido. Ele tinha dias a mais, praticamente outra pessoa. Pensou em perguntar - Quem é você?, mas aquele sorriso de canto no rosto de passado a fez desistir. Fez que não viu o escancaro de vida à sua frente.
Foi embora.
A noite ficava perigosa para copos demais e tantos desejos.


http://www.flickr.com/photos/liviavasconcelos ---> Foto retirada demeu flickr

7 comentários:

Sara Albuquerque disse...

Querida Lívia, :)
Que bom encontrar você por aqui e saber que studamos tão perto. Sou estudante de Direito de Ufal.

^^
Jornalismo foi um dos cursos que pensei em fazer, mas no final optei por Direito. (Se fiz a escolha certa, descobrirei em breve).

Gostei de seu textinho. Infelizmente, sexta passada, não deixei de encarar a Caipirinha que me encarava da Barraquinha de Àlcool. SEntimentos já maduros em me coração, prestes a empodrecer. Raiva de todos, do mundo, DELE e de mim. Para quem nunca havia colocado um pingo de álcool na boca, a noite só piorou.

Os desejos só aumentaram; a saudade, nem se fala.

(...)

Minha vida está uma tremenda caixa de surpresas.

PS> Posso add você aos meus favoritos? Beijinhos =]

Sarinha disse...

MeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeuDeeeeeus! Esse está entre os meus preferidos, digo logo!
"Ela parou em frente ao bar. Eram copos suficientes para desligar o celular e desejar parar de pensar."
aii aii...
adooro qd vc posta aqui!
:*

Nêga disse...

Sinto q eu tive participação nesse post... Pelo menos no título dele!
hauhauahuahauhauahua...
Lindo como sempre, quem vai gostar é minha irmã! ^^
te amo, xu
=***

shany disse...

livia, não entendi seu comentário! =/

Ben-Hur Bernard, B. Bernard, Ben-Hur Bernard Pereira Costa (oficial), Biú (para as minhas crianças), Ben (para os amigos) disse...

Hum, bem que me dizem que procurar a felicidade no fundo de um copo não adianta. Melhor achar outros meios de buscar o nirvana,afinal, depois desse texto, está comprovado que eu bebo sim e vou vivendo, mas se o celular estiver ligado para socorrer os outros eu acabo sempre só, numa cadeira e ninguem fica com o celular ligado para me socorrer! mania minha de ajudar e estar disponível sempre me impede de beber!!! amei a prosa, bjo0o0o0o meu anjo

Natália Souza disse...

Huum, Dona Lívia, só no suquinho de limão, né? :x

Adorei teu texto...

"A noite ficava perigosa para copos demais e tantos desejos."

Isso é um fato!

:*

Natália Franco disse...

"A noite ficava perigosa para copos demais e tantos desejos."

Adoooroo esses perigos...

=xx