terça-feira, 23 de setembro de 2008

FrenéticaS

Lado a lado em cada cavidade, o coração resolvia que passear agora era sua nova onda, uma dessas de sangue, pelo sistema cheio de nervos, resolveu que assim iria passear e, sem mais, me para pelo pescoço, antes que pela boca.
Antes que eu pudesse assimilar, eu só ouvia o tun-tun me impedindo de falar. Um puro egoísmo onde eu sentia o meu, só o meu total despudor diante daquele novo. Daí em diante, me veio o medo, característico, de quem teme nunca mais voltar ao normal.
Quando eu me dei conta, o coração me invadia a traquéia sempre que podia; aliás, minto, ele se atrevia dessa forma quando um ser de patas duplas e ereto passava no mínimo a um raio de alguns metros. Eu sentia sempre o cheiro. Eu já não era a mesma.
Mas isso não ficaria assim de jeito nenhum...pela décima invasão coracional, eu resolvi vingar-me; o ser que me causa isso também precisa sentir todas essas pertinentes intervenções, eu sentei e planejei.



foto por mim : http://flickr.com/liviavasconcelos

6 comentários:

darsh. disse...

saiba que tirarei fotos tão belas quanto as suas em breve.

Sarinha disse...

"invasão coracional."
ADOOOOOOOOOREI!
adorei tb a estetica desse texto!
te amo, Flor! ;*!

Mila disse...

Oh! Coisa mais linda vir aqui de tempos em tempos e ver que você continua com essa habilidade incrivelmente encantadora de escrever e tocar fundo quem lê.
Adoro! Adoro!
Espero que este conto não seja apenas ficcional e logo apareça o final (feliz) dele.

Beijos

Nay disse...

Acho que você é das poucas pessoas apaixonadas que tem a racionalidade necessária para intervir na intervenção que sofre! rsrs

Xerus
=***

crap disse...

antes subir pra boca que descer pras tripas.

Nelson disse...

que do maul!
gostei véééi!
mais ainda do título.
hsiauhsiauhsiuahsiuahsuisaiu