quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Agora vem...


Era apenas aquela mão que te descia o controle. Sobe e passeia nas esquinas escuras que eu não permiti. Eu não falei nada, nem que sim, nem que não. Você sabe que eu não resisto. O meu rosto ia esquentando, e parecia ser a última coisa a acompanhar essa leva. Sussurra alguma coisa ao meu ouvido, beija a minha boxexa, e se alguém nos vê? Não importa, agora. Segura meu tronco e me puxa devagar, expira na minha boca o hálito quente, lambe o lábio dormente e faminto. Sabe que ele te come. Já chega. Já chega? nao...no meio do beijo eu pensava como era absurdo alguém conseguir pensar em mais alguma coisa além do movimento daquela língua e se eu fazia aquilo bem. Eu não perguntaria, talvez fosse tão bom pra você quanto era pra mim. E se vira a cabeça de um lado, te beijo o pescoço e subo até a orelha...mordo. Faz um nó com as minhas pernas e divide esse suor, eu arrisco te dizer que é até doce; se você não prova, eu não perderei meu tempo com o suco quando eu tenho a carne. Sobe esse banco e pesa em mim. Movimenta e exercita esses músculos nesse reflexo, permanece hermético, suspira, linger. Que cheiro bom você tem, e que coração grande, chega a doer o bater do teu junto ao meu. Sabe que eu fico com vergonha desses momentos, mas é bonito se eu te olho e te sinto como o prazer do prazer que é ter você.




foto: http://www.flickr.com/liviavasconcelos/

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Me and You are we


Eu imaginava  mil coisas que podem dar errado para cada nenhuma que poderia dar certo. Sabe como é, a carência me leva a achar que morrendo, eu jogaria dor nos outros. Não dá pra viver e morrer ao mesmo tempo e é tanto desperdício morrer podendo viver a ouvir essa música do cara dos olhos claros. Essa que me faz ter vontade de querer. Olha só, quanta beleza que você tinha, aquela voz no meu ouvido dizendo aquelas coisas que te arrepiam, mas eu sou idiota e tenho vergonha. Lambida de orelha em praça pública. para. Eu gosto de ver essa cara no seu rosto vermelho. Eu nunca mais a vi em rosto nenhum de corpo certo. Eu pensei em tantas coisas, ninguém pode imaginar. Eu gritei e escorri tanta coisa de mim, ninguém pode imaginar. Eu ando vivendo mesmo, encarando outras vezes traços meus, que me perseguem e me forçam a ser isso. Essa coisa que sente, e eu digo mais, não quero mais que você exista e quero sim que você diga sempre, mesmo que não fale. Escuta, eu quero que você diga o que eu quero ouvir e quero que você diga o que quer dizer. Uma perfeita simetria onde, depois, essas coisas não terminem e a minha certeza bata na minha cara lavada. Eu acordo descabelada. Eu sinto cheiro de cada dia, eu gosto de ser assim. Eu gosto de ser quando eu estou assim. Eu só não consigo acreditar, acredita em mim? Eu só quero me poupar, mas escuta... eu sou diferente.