segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Me and You are we


Eu imaginava  mil coisas que podem dar errado para cada nenhuma que poderia dar certo. Sabe como é, a carência me leva a achar que morrendo, eu jogaria dor nos outros. Não dá pra viver e morrer ao mesmo tempo e é tanto desperdício morrer podendo viver a ouvir essa música do cara dos olhos claros. Essa que me faz ter vontade de querer. Olha só, quanta beleza que você tinha, aquela voz no meu ouvido dizendo aquelas coisas que te arrepiam, mas eu sou idiota e tenho vergonha. Lambida de orelha em praça pública. para. Eu gosto de ver essa cara no seu rosto vermelho. Eu nunca mais a vi em rosto nenhum de corpo certo. Eu pensei em tantas coisas, ninguém pode imaginar. Eu gritei e escorri tanta coisa de mim, ninguém pode imaginar. Eu ando vivendo mesmo, encarando outras vezes traços meus, que me perseguem e me forçam a ser isso. Essa coisa que sente, e eu digo mais, não quero mais que você exista e quero sim que você diga sempre, mesmo que não fale. Escuta, eu quero que você diga o que eu quero ouvir e quero que você diga o que quer dizer. Uma perfeita simetria onde, depois, essas coisas não terminem e a minha certeza bata na minha cara lavada. Eu acordo descabelada. Eu sinto cheiro de cada dia, eu gosto de ser assim. Eu gosto de ser quando eu estou assim. Eu só não consigo acreditar, acredita em mim? Eu só quero me poupar, mas escuta... eu sou diferente.

6 comentários:

crap disse...

"Eu gosto de ver essa cara no seu rosto vermelho. Eu nunca mais a vi em rosto nenhum de corpo certo."

e é um dos medos que dá. nunca mais ver a cara certa no corpo certo.

Paola disse...

ai, esses teus textos, essas tuas fotos. tu sabes criar coisas maravilhosas!

Nelson disse...

"a carência me leva a achar que morrendo, eu jogaria dor nos outros."


as vezes eu acho assim. depois me sinto um imbecil por achar assim, mas nã consifgo deixar de achar assim...

=|

darsh. disse...

eeeeeeeeeeee ela postou!
ueba.

acho que já te disse, mas tudo o que escreves me inspira!

;*;*;*

Sarinha disse...

"Olha só, quanta beleza que você tinha, aquela voz no meu ouvido dizendo aquelas coisas que te arrepiam, mas eu sou idiota e tenho vergonha. Lambida de orelha em praça pública. para. Eu gosto de ver essa cara no seu rosto vermelho."

Fri, tens o dom! juro! que foda esse texto! :x
e eu quero me poupar tb! quero muito! :*!

o Cronista disse...

ai morrer não. não assim
preferível ficar na terra e humanamente amar
bjos