sábado, 30 de outubro de 2010

A suprema felicidade - sim, ela existe.

Eu não costumo falar de filmes aqui, mas hoje eu fui ao cinema sozinha assistir 'A suprema felicidade' e eu fiquei tão confusa, com uns sentimentos meio que gritando...preciso externar. Eu fui arrebatada pelo título. Pensei: suprema felicidade. Isso só pode ser o que eu preciso ver. Na verdade eu queria ver só por ser do Arnaldo Jabor - sim, eu gosto dele. No início do filme, é tudo tão lindo, uma família feliz, amor, sexo. O filme começa com gemidos da mãe de Paulo, começa com seios à mostra - filme brasileiro. Do meio pro fim, tanta coisa muda. Então, o fim é lindo e triste ao mesmo tempo. É a reviravolta. Há frases maravilhosas durante o filme. Eu sempre sou atraída por essas coisas, como se na minha cabeça existisse um marca texto pra falas lindas de filmes. Meu personagem favorito foi, com certeza, o Avô boêmio de Paulinho. Marco Nanine, que figura, que vontade dele ter sido meu avô. A maioria de todas as frases sensacionais do filme pertencem a ele. É ele quem solta um 'O amor é foda', já no clímax do Alzheimer. Na verdade, em um momento breve de lucidez, logo após mais uma alucinação, mas veja só se isso não é a mais pura verdade. Uma coisa me deixou um tanto angustiada, ao mesmo tempo percebendo a verdade triste naquilo, é quando o pai do Paulinho fala pra ele que não gostava da felicidade da esposa dele: 'quanto mais triste ela ficava, mais eu me apaixonava por ela, porque ela era mais minha'. Vê que egoísmo, ele destruiu tudo. O filme mostra, em si, beleza, e existe beleza em tudo. 'Nem tudo é só bom. nem tudo é só ruim' como disse o avô sábio de Paulinho. Há beleza na tristeza, A suprema felicidade é assim, um monte de personagens vivendo vidas de verdade. 'A vida gosta de quem gosta dela'. Ah...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Deixa

Então me diga, isso ainda pode ser especial de alguma forma? Eu não sei direito como agir. Eu fico querendo que esse sentimento nos redima de alguma forma, fico tentando pensar que o simples fato de um sorriso comedor de lábios despertar memórias afetivas que trarão de volta momentos belos e simples acima dos ruins e tristes. Eu penso que tudo se esvai, diante dos meus olhos, penso que você não quer mais, mas de alguma forma, não consegue dizer. Penso que eu me sinto tão triste pelo fato de não conseguir fazer você me amar como antes, mesmo eu sendo uma pessoa maleável agora, com todos os meus esforços. Acho que esperarei, mas penso que ando desistindo, e tentando aceitar o pior que possa vir. Já não sei, eu deixo...queria você de volta, queria ser sua.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Era como se eu fosse morrer.

Meus olhos doiam como se facas fossem enfiadas neles durante todo o momento, e eles cuspiam um certo líquido que meu coração enviava fora de mim. Era simplesmente minha alma pedindo para que eu finalmente fosse enviada ao lugar de onde vim...Não, era só tristeza, mas eu tinha a mania de querer morrer por coisas inimagináveis. E se fosse só sentir saudade, mas vem sempre algo mais. Eu te perguntei como você conseguia me deixar sozinha, quando eu mais precisava de você, quando eu não sabia nem qual era o meu nome, e o que eu queria da minha vida, e você disse que talvez você não me quisesse mais, então eu quis morrer. Você disse 'vai passar' e eu só quis que passasse com você...Eu não sei mais o que dizer, mas às vezes a única coisa que eu quero é o silêncio do telefone, eu não me sinto mal, não tenho agonia alguma...eu me sinto menos só, menos pozinho. Só isso...Você se foi e agora eu choro só, sem ter você aqui. Eu e bethânea, e roberto....todos na minha cabeça, chorando canções que sangram e que me dizem 'já é hora de crescer e aprender a amar'. Eu deito na cama, molho o rosto com outra leva de lágrimas salgadas como o mar, e penso que talvez eu ainda pudesse salvar os atuns. Um amigo me diz: 'eu te amo, fique bem'. Deito e olho para a única fresta de luz a entrar no quarto...ela vai sumindo e eu durmo, sem querer que o dia amanheça. Eu vou ficar bem.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Não fode.

Eu vou ser o mais sincera que eu puder ser, e breve: A primeiridade me fodeu. Talvez eu tenha fodido a mim mesma, mas PORRA PRIMEIRIDADE. Prefiro culpar você. Ela sempre me engana, me faz esquecer das coisas que eu devo fazer comigo, e me faz ser descontrolada. Isso me leva a outro patamar: PORRA SEGUNDIDADE...mas calma, isso não é culpa só dela.Você tá achando que eu tô falando de mim, né? jamais, eu sou uma completa vítima dos signos. A culpa é todinha da terceiridade, que de airbag não tá servindo de nada. O problema é: Onde diabos eu quero estar? Eu quero que a terceiridade funcione direito, e administre os conflitos com as informações descritivas presentes na minha cabeça. Ei...eu quero preservar o meu amor. Parem de estragar tudo, seus signos maléficos, eu quero ser uma menina boa. Vou começar tudo de novo...primeiridade, segundidade, terceiridade. Ô santaella...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Olá

Hoje eu me senti tão sozinha. Era como se eu não conhecesse ninguém, não tivesse mais ninguém com quem contar. Nenhum rosto na rua conhecido. Sentei no ônibus, e coloquei o fone de ouvido, e desatei a chorar. No celular tocava 'case of you' da joni mitchell. Nem me importei se estavam me olhando, o fato é que eu não queria nunca mais sair daquele ônibus, sabe? Eu ando me perguntando o que faço de errado, por que eu estrago sempre as coisas. Acho que eu sou fraca, e vou acabar sozinha, gorda, vendo um filme sobre gatos na tv, descabelada, tomando sorvete, e de melão. Acho que eu não sirvo nem pra mim, e faz tempo que não escrevo coisas assim...falando EU, e falando com alguém que venha a ler isso...e ao mesmo tempo é completamente ridículo, porque ninguém tem que vir aqui ler as minhas coisas, né?
É como eu disse...ando me sentindo sozinha, e tudo parece o fim do mundo. A minha tpm nunca vai embora? Será que um dia eu vou me sentir melhor? Eu não espero que a resposta venha aqui, nesse post. Estou só desabafando mesmo. Ah, eu sempre fico revoltada com uma coisa. Todo mundo briga, todo mundo se odeia, todo mundo trai, e essas pessoas sempre ficam juntas pra sempre. Por que?
vai saber... não quero nunca ser assim.
Boa noite, não queria acordar mais...dormir parece ser a melhor solução, as coisas que eu sinto são sempre grandes demais, intensas demais. E sim, eu vou morrer se meu coração se quebrar novamente. E sim, vou morrer, nem que seja por muito tempo. Pra mim isso é morrer, e eu acho que nunca vou ficar bem, sim.
Vai saber, ser eu é uma coisa que eu não desejo a ninguém, sinceramente...essa dependência pelas coisas, essa falta de coerência eterna.
Eu sou uma hipérbole, prazer.

sábado, 24 de abril de 2010

Nem uma carta, nem um bilhete.

Eu fiquei imaginando que ele fosse aquele violão estranho, que eu demoro a me acostumar, mas que depois eu amo...e só consigo querer chegar em casa e colocar pra tocar. Então o que aconteceu foi que eu quis com toda a verdade me entregar às palavras e esperava delas a gratidão com que sempre as tratei. Os meus sonhos não existem, você sabe. Eu não sei...continuo me sentindo tão ridícula só em ser eu, então eu penso em ser diferente, mas isso acusa em vários canais...você sabe que eu não quero ser assim, não é? Aos poucos, eu vou me acostumando com a ideia de aceitação, e eu não gosto disso. À noite, quando vou dormir, eu e a minha cabeça estamos sempre em conversações incessantes, às vezes eu desejo que ela exploda. Cansei de estar cansada, e cansei de várias outras coisas. Dá muito trabalho tudo isso. Hoje é dia 24 de abril, as coisas não podem continuar como estão. Queria ir te visitar, talvez...eu só queria dizer que a partir de hoje, eu vou fazer só uma coisa ser diferente. Tenho certeza que não vou conseguir, porque o coração sempre aperta, mas logo terei novidades. Quando essa tela encharcar, você me entenderá melhor...
um beijo e me escute sempre.

P.S: queria só dizer que ando escutando loucamente "The shins". 'Australia' é a minha favorita.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Até pensei.

- Todos têm, todos têm suas próprias razões.
- Verdade.
*o que mais foi dito?*
-sinto falta. demais.
-eu também.
-O que isso quer dizer?
-Você já esteve aqui antes.
-Outra verdade.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A ficção que me permite

Ele disse que era nosso último adeus. 'Odeio sentir o amor entre nós morrer', foi o que ele falou, com olhos distantes como só os de quem já não te ama mais podem ser. Ele levantou a hipótese de já não nos conhecermos mais, só que não posso concordar com isso, não posso me conformar nem com as minhas conformações. Melhor não achar nada.
Eu penso comigo, como ele pode dizer com tanta firmeza que acabou? 'Não brinque com fogo', foi o que eu lembro de ter pensado no momento, mas fiquei calada, não disse nada. Ele me disse que eu 'nunca saberia o quanto tinha sido importante pra ele'.
Por que essas coisas doem tanto? em caso de dor, chore. Eu te amo, você me ama também?
A esse ponto, o random passou para 'forget her', e eu desejei não ser esquecida. São corações magoados, eu sei. Experimente amar, não há como sair ileso. As músicas são lindas, eu sei. Sempre serão. E com semiótica linda, agoniante e apaixonante, eu me permito essa convenção que a palavra é, por si só. Lógica propriamente dita. A nível de terceiridade, um símbolo.



*escutem 'Last goodbye, de Jeff Bucley.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Isn't it a pity?

Harrison me disse que isso era uma pena, eu concordo plenamenta.
Isn't it a pity? _____________ ( espaço para a sua resposta)
Por que eu me sinto assim, agora, nessa sexta à noite, quando nem é meia noite? Eu te digo. Daqui a pouco ele vai se despedir, e eu vou me sentir mal. Tudo isso porque na minha cabeça, isso é se importar. Eu nunca me dei muito bem com medição de sentimentos. Eu deveria me importar mais comigo, e estragar menos o que sinto em mim. Algumas vezes eu só queria dormir como alguém normal, e amar, como alguém normal...
Eu amo demais, sou até egoísta demais. Isso ainda vai me fazer sofrer (mais).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mais estranho que a ficção

Ele diz: forget her.
Tivesse olhos, pupilas dilatadas, bocas secas, eu diria para isso não ser tão idiota. O músculo, digo. Se é que se pode chamar uma parte de você, língua portuguesa, tanto faz. se eu amo desempedida, se eu sou corajosa e devoro tudo, engulo, e sempre quero mais...o que acontece?
Eu não sei comer pouco quando eu tenho fome, eu não sei comer devagar...que partes de você ficam em mim, que parte eu mantenho se você nem meu é...se eu te quero tanto sempre e mais, com tanta força?
Sabe...tenho eternas agonias, pensando na minha necessidade de você. 'Meu bem você me dá água na boca...' já dizia a moça linda dos cabelos de fogo. Isso se aplica a você também. Paciência me falta, algumas vezes, de viver o hoje, e o amanhã, e o depois de amanhã. Fico na 'seologia' eterna de tantas noites, e elas são tão inúteis...Espera, não és meu, embora seja completamente romântico e belamente mentiroso afirmar com qualquer ênfase aquele : 'você é meu e eu sou sua!' Naaaaaada. Ninguém é de ninguém, na verdade, alguns são de todos, mas esse não é o nosso caso. Eu só acho tão estranhamente charmosos todos os clichês de um coração apaixonado...e se eu quiser dizer que eu sou sua, eu não posso? Claro que sim, mas eu acabei de dizer que essas coisas são mentirosas. Droga, eu não penso mais assim...eu sou sua.
Sabe de uma coisa...eu sinto uma coisa...já sei! Já andou de montanha russa? Eu fui uma vez, e disse pra mim mesma que jamais voltaria lá. Meu estômago ia saindo pela boca, um meeeeeeedo enorme, a pressão na minha cabeça era enorme em cada descida, parecia que eu iria cair da cadeira, mas na hora H, eu via que estava bem presa. Amor é mais ou menos assim. Eu fui uma vez, e disse que nunca mais voltaria lá. Mas não é que eu voltei? Parquinho...fica na minha cidade, não vai embora! É isso o que eu penso sempre.
O meu coração é meu, mas abrir os olhos a cada dia fica diferente por você, então...o bater alegre e o significante novo que nunca vão embora, por mais que passe o tempo, eu devo a você. Eu sinto o vento no rosto, mais uma volta, a cadeira me segura, o estômago congela, e eu amo muito tudo isso.