segunda-feira, 29 de março de 2010

A ficção que me permite

Ele disse que era nosso último adeus. 'Odeio sentir o amor entre nós morrer', foi o que ele falou, com olhos distantes como só os de quem já não te ama mais podem ser. Ele levantou a hipótese de já não nos conhecermos mais, só que não posso concordar com isso, não posso me conformar nem com as minhas conformações. Melhor não achar nada.
Eu penso comigo, como ele pode dizer com tanta firmeza que acabou? 'Não brinque com fogo', foi o que eu lembro de ter pensado no momento, mas fiquei calada, não disse nada. Ele me disse que eu 'nunca saberia o quanto tinha sido importante pra ele'.
Por que essas coisas doem tanto? em caso de dor, chore. Eu te amo, você me ama também?
A esse ponto, o random passou para 'forget her', e eu desejei não ser esquecida. São corações magoados, eu sei. Experimente amar, não há como sair ileso. As músicas são lindas, eu sei. Sempre serão. E com semiótica linda, agoniante e apaixonante, eu me permito essa convenção que a palavra é, por si só. Lógica propriamente dita. A nível de terceiridade, um símbolo.



*escutem 'Last goodbye, de Jeff Bucley.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Isn't it a pity?

Harrison me disse que isso era uma pena, eu concordo plenamenta.
Isn't it a pity? _____________ ( espaço para a sua resposta)
Por que eu me sinto assim, agora, nessa sexta à noite, quando nem é meia noite? Eu te digo. Daqui a pouco ele vai se despedir, e eu vou me sentir mal. Tudo isso porque na minha cabeça, isso é se importar. Eu nunca me dei muito bem com medição de sentimentos. Eu deveria me importar mais comigo, e estragar menos o que sinto em mim. Algumas vezes eu só queria dormir como alguém normal, e amar, como alguém normal...
Eu amo demais, sou até egoísta demais. Isso ainda vai me fazer sofrer (mais).